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Mudança e medida em Heráclito. PDF Imprimir E-mail
Escrito por secretaria   
Sex, 21 de Agosto de 2015 15:17

 

MESTRADO EM ESTÉTICA E FILOSOFIA DA ARTE

A coordenação do PPG em Filosofia convida a todos para a palestra : Mudança e medida em Heráclito.

Ministrante: Prof.ªDr.ª Silvana Di Camillo (Universidad de Buenos Aires)

Data: 26 de agosto de 2015

Horário: 15:00

Local: Sala 12 do IFAC (Rua Coronel Alves, 55, Centro)

As inscrições podem ser feitas por e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .

Haverá emissão de certificado.

 

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VII Colóquio Internacional Filosofia e Ficção PDF Imprimir E-mail
Escrito por secretaria   
Qua, 12 de Agosto de 2015 14:16

VII Colóquio Internacional Filosofia e Ficção
APRESENTAÇÃO:

No VII Colóquio Internacional Filosofia e Ficção, cujo tema éA Arte da Vingança, desejamos reunir e aproximar pesquisadora/es, pós-graduanda/os, artistas (bem como o público em geral) que se ocupam em analisar, decifrar e apresentar intersecções entre filosofia, psicanálise, literatura e outras formas de artes, nos dias 17 a 20 de agosto de 2015, em Ouro Preto.

Vingança, considerada como represália, retaliação, reparação, retribuição, é um desejo e uma ação presentes nas representações do espírito humano desde seus primórdios. Heróis vingativos e heroínas vingativas, tanto divino/as quanto mortais, são figuras constantes no universo mitológico.

No imaginário clássico, com o crime inaugural de Kronos, que castra o pai, Urano, com uma foice fornecida por sua mãe, Gaia, para libertá-la do desejo insaciável de Urano e possibilitar a origem do cosmos, vê-se a instauração de um interminável ciclo de vinganças: das gotas do sangue de Urano brotam as Erínias, nas palavras de Vernant, “as divindades da vingança pelos crimes cometidos contra consanguíneos. As Erínias representam o ódio, a recordação, a memória do erro, a exigência de que o crime seja castigado” (VERNANT, O universo, os deuses, os homens. São Paulo: Cia das Letras, 2000; p.25).

“A mim pertencem a vingança e a recompensa”, são palavras do Deus Javé presentes na Bíblia e na Torah (Deuteronômio XXXII, 35). Ao longo do Antigo Testamento, existe um Deus vingador – de maneira parcial, como no caso dos adoradores do bezerro de ouro; contra a totalidade, como aconteceu com os egípcios que, por perseguirem os filhos de Israel, foram todos afogados no Mar Vermelho, e com os habitantes de Sodoma, que pereceram todos. O Livro de Amós é uma descrição das terríveis ameaças de vingança de Javé contra os que se deixam levar pela cobiça sem escrúpulos. Ainda que o cristianismo tenha condenado a vingança – cristãs e cristãos devem oferecer a outra face –, vingar-se é prerrogativa divina mesmo no Novo Testamento: “E Deus não vingaria seus eleitos que por Ele clamam noite e dia? Será que vai fazê-los esperar? Eu lhes declaro que Deus fará justiça para eles” (Evangelho segundo São Lucas, XVIII, 7-8).

A apresentação de um deus intervencionista, fazendo justiça brutalmente, conduz `a idéia de que na esfera do divino as injustiças não são esquecidas, ao contrário, são registradas e quando, pelo acúmulo, tornam-se insustentáveis, a “violência divina” explode em vinganças destruidoras. Se, por um lado, um filósofo do porte de Francis Bacon considera a vingança como uma espécie de justiça bárbara (nos Ensaios, em “Da vingança”); por outro, a expressão “violência divina” é dessacralizada e convertida em conceito profano para realizar a justiça como “direito natural” – que Walter Benjamin distingue do direito jurídico, “positivo” (em “Sobre a crítica do poder como violência”). A vingança aparece assim, como uma espécie de justiça, em textos de filósofos contemporâneos, por exemplo, em Eric Santner (On Psychotheology of Everyday Life. Chicago: University of Chicago Press, 2001), Terry Eagleton (Sweet Violence: The Idea of the Tragic. Oxford: Blackwell, 2002), Slavoj Zizek (“Divine Violence”, em Violence. New York: Picador, 2008). Nesses contextos profanos, a chamada “violência divina” diz respeito a deus no sentido do motto latino “Vox populi, vox dei”.

Na dimensão estética, da trágica Medeia, de Eurípides, `a contemporânea Beloved, de Toni Morrison, a vingança é tema recorrente, sobretudo na literatura, permitindo `a arte realizar impulsos proibidos, via sublimação e consequente catarse. Seja como necessária à justiça, ou como desejo irracional, a vingança e sua representação artística acompanham a história humana. Como se sabe, pulsões recalcadas, reprimidas, não satisfeitas, nem reorientadas ou sublimadas convertem-se em frustração, que facilmente se reconverte em violência. Não se pode impor a uma sociedade um sistema mais racional que os indivíduos que a compõem, é preciso um ajuste – uma espécie de equalização – entre as instituições e os desejos e expectativas dos indivíduos, sob pena de haver uma rejeição do sistema e explosões de violência vingativas. O cinema parece cada vez mais desempenhar esse papel equalizador. Vale a pena mencionar, como exemplo, a obra do aclamado diretor Quentin Tarantino, onde humilhada/os e explorada/os tem sua revanche. Mulheres vilipendiadas em busca de vingança são tema de Jackie Brown (1997), Kill Bill e Prova de Morte (Death Proof, 2007). Em Bastardos Inglórios, nazistas são derrotados e, em Django Livre (2012), o herói liberta-se da escravidão e vinga-se espetacularmente dos dominadores brancos. A conexão com o sofrimento e com a injustiça sofrida pelas personagens leva a platéia ao entusiasmo nas mais sangrentas cenas de vingança. Ao dar poder aos “danados da terra”, a própria arte parece poder revelar-se como vingança.

Diferente desta, outra forma de vingança tem se disseminado, também na dimensão estética – se considerarmos esse adjetivo em seu sentido mais original. Instalado na rotina contemporânea como instrumento de afirmação social, o compartilhamento de imagens pessoais nas redes sociais deu origem ao fenômeno conhecido como revenge porn, “pornografia da vingança”. A expressão nomeia a disseminação de fotos e/ou vídeos íntimos plantados na internet para prejudicar a pessoa em foco.

Consideramos também importante perceber o desejo de vingança presente nos movimentos sociais ocorridos nos últimos anos que algumas vezes encontra expressão no campo da estética, algumas vezes se expressa como violência destruidora. Propomos então pensarmos sobre essa que já foi considerada a “grande arte”, pelo poeta Arquíloco, no século VII a.C.:

Tenho uma grande arte,

Eu firo duramente

Aqueles que me ferem.

(Fragmento 126 W)

 


Confira a programação na página do evento:  http://artevinga.ufop.br/index.php

 

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Edital Disciplinas Isoladas 2015/2 PDF Imprimir E-mail
Escrito por secretaria   
Ter, 11 de Agosto de 2015 10:55

MESTRADO EM ESTÉTICA E FILOSOFIA DA ARTE

INSCRIÇÕES PARA DISCIPLINAS ISOLADAS -2015/2

Inscrições: Do dia 11 ao dia 19 de agosto de 2015

Inicio das aulas: 24 de agosto

Número de vagas: 10 por disciplina.

Documentos Exigidos:

1. Ficha de inscrição

2. Cópia do Diploma ou certificado de conclusão do curso de Graduação

3. Cópia do Histórico Escolar;

4. Currículo

5. Cópia da RG e do CPF;

6. Carta de justificativa de escolha da disciplina;

DISCIPLINAS OFERECIDAS:

1- Hermenêutica: Conceituação, Fundamentos teóricos e Discussão temática- Profa.Dra. Marta Luzie (Segunda-feira) 14:00 às 18:00

2- Filosofia e Psicanálise - Prof.Dr. Gilson Iannini (Terça-feira) 14:00 às 18:00

3 – Fenomenologia e Estética- Prof.Dr. José Luiz Furtado ( Quinta-feira ) 14:00 às 18:00

As inscrições deverão ser feitas somente por e-mail.:

E-mail ( Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. )

 

Ficha de inscrição ( Copiar e colar)

Universidade Federal de Ouro Preto

Instituto de Filosofia, Artes e Cultura

Mestrado em Estética e Filosofia da Arte

Matrícula em disciplina – Segundo Semestre 2015

( ) 1- Hermenêutica: Conceituação, Fundamentos teóricos e Discussão temática- Profa.Dra. Marta Luzie (Segunda-feira) 14:00 às 18:00

( ) 2- Filosofia e Psicanálise - Prof.Dr. Gilson Iannini (Terça-feira) 14:00 às 18:00

( ) 3 – Fenomenologia e Estética- Prof.Dr. José Luiz Furtado ( Quinta-feira ) 14:00 às 18:00

 

Identificação

Nome

Sexo F ( ) M ( )

Data de nascimento

RG

Órgão Expedidor

Data de expedição

Formação

Curso:

Instituição:

Ano Conclusão:

Endereço

Rua

Bairro

Cidade

Estado

CEP

Telefone (

E-mail



 

 

 

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II Congresso Internacional Hegel em Diálogo: “Hegel e McDowell” PDF Imprimir E-mail
Escrito por secretaria   
Seg, 11 de Maio de 2015 15:58

O II Congresso Internacional Hegel em Diálogo: “Hegel e McDowell” terá lugar em Belo Horizonte e Ouro Preto, entre os dias 13 e 16 de maio de 2015, e tornou-se possível graças à colaboração entre essas duas universidades.

O evento tem como objetivo analisar a relação entre o pensamento de G.W.F. Hegel e do filósofo britânico John McDowell, de forma abrangente e detalhada. McDowell tem, nos últimos anos, desenvolvido uma linha de interpretação original de alguns temas hegelianos, relacionando-os com o seu próprio pensamento e, dessa forma, mostrando como a filosofia de Hegel é ainda capaz de fornecer ferramentas conceituais úteis para lidar com problemas filosóficos contemporâneos.

A presença do próprio John McDowell no evento é uma excelente oportunidade para discutir e explorar tanto a sua proposta filosófica, particularmente no que diz respeito ao legado de Hegel presente em seu pensamento, quanto a sua interpretação da filosofia hegeliana. As várias apresentações que ocorrerão durante o evento destacarão os aspectos de continuidade e descontinuidade entre o pensamento dos dois autores, ajudando a definir de forma mais clara suas posições sobre questões teóricas específicas e para discutir e avaliar as suas conseqüências.

 

 


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