Seja bem vindo(a) ao site do Mestrado em Estética e Filosofia da Arte
Mini-curso Vladimir Safatle e Larissa Drigo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Cintia Vieira da Silva   
Seg, 14 de Maio de 2012 15:28

A coordenação do Mestrado em Estética e Filosofia da Arte convida a todos para o mini-cursoNarrativas da modernidade: Nietzsche e Baudelaireministrada pelos professores Vladimir Saflate (USP) e Larissa Drigo Agostinho (Universidade de Paris IV-Sorbonne), nos dias 17 e 18 de maio de 2012 na sala 12 de IFAC.

17/05 – Quinta-feira – 14:00 às 16:00 horas.

18/05 0 – Sexta-feira – 9:00 Às 13:00 horas.

Obs. Haverá certificado de participação.

As inscrições podem ser feitas por email ( Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ) ou na secretaria do PPG em Filosofia (IFAC- Rua Coronel Alves, 55, Centro.)

Narrativas da modernidade: Nietzsche e Baudelaire

Vladimir Safatle

Larissa Drigo Agostinho

É na crítica literária, nas teorias da poesia lírica que a noção de modernidade aparece não apenas como um problema ideológico e político, mas também como um problema téorico, de cunho eminentemente filosófico. Isto porque a arte na modernidade busca alcançar plena autonomia, colocando em questão as relações entre arte e sociedade, entre linguagem formal e prática política.

O objetivo deste curso é explorar as diversas narrativas, as múltiplas visões, no inteiror da crítica literária e da filosofia que compõe a noção, tão comentada e controversa, de modernidade. Partiremos do acontecimento histórico que marca seu advento: a revolução francesa. Acompanharemos os desdobramentos estéticos da revolução. O surgimento de um romantismo profético e conservador que buscava reinstaurar a fé católica que foi no entanto colocado em questão devido aos sucessivos fracassos revolucionários do século XIX na França que rompem com o projeto estético que Bénichou chamou de “sacre de l’écrivain”, provocando um estado geral de desencantamento. Assim surgem as primeiras críticas à modernidade, tida como uma decadência estética e moral. Essa crítica é empreendida por Nietzsche que vê na figura de Wagner o exemplo maior do romantismo nacionalista e neurótico, sedento por um desejo de redenção que é marca do cristianismo ocidental que seu tempo insiste em perpetuar.

Finalmente, veremos que tanto em Baudelaire quanto em Nietzsche a ironia e o riso aparecem como as formas críticas privilegiadas da modernidade capazes de dissolver as contradições do pessimismo religisioso e ultrapassar os limites do ascetismo e do racionalismo otimista das Luzes.

 

O curso será dividido em duas aulas:

Aula 1. Baudelaire e o « sacre de l’écrivain »

Literatura e revolução: a construção do estado nacional. Entre liberais e conservadores, catolicismo, liberalismo e literatura. Além do spleen e do ideal, o poeta dandy. O canto das ruínas românticas. Extravagância e hiprocrisia, a modernidade levada as suas últimas consequências.

Aula 2. Nietzsche.

A modernidade como decadência. Paixão, neurose e redenção. A modernidade como crítica ao racionalismo e ao otimismo científico . O artista como comediante. A ironia e o riso como formas críticas. A modernidade além do romantismo. Poesia a arte autônoma.

 

 
Programação Fantasia & Crítica PDF Imprimir E-mail
Escrito por Cintia Vieira da Silva   
Qui, 12 de Abril de 2012 13:36

 

CONGRESSO INTERNACIONAL FANTASIA E CRÍTICA

PROGRAMA

 

14 DE MAIO

Instituto de Filosofia, Artes e Cultura

8:30 às 10:00 – Primeiras palavras

Phantasía em Platão: da aparição à imaginação” – Marcelo Marques (FAFICH/UFMG)

 

10:30 às 12:30 – Imaginação em Kant

“Imaginação na Primeira Crítica”Guido Almeida (IFCS/UFRJ)

“Imaginação na Terceira Crítica”Virginia Figueiredo (FAFICH/UFMG)

14:00 às 16:00 – Imaginação e Fantasia em Kant e Husserl (sala 1)

“Crítica da imaginação fantasmagórica ou Kant e os problemas de se sonhar acordado” – Andrea Bieri (Unirio e PUC-Rio)

“Kant e sua estética das arquiteturas entre fantasia e crítica” – Miguel Gally (UnB)

“Entre intuição e significado: o problema da fantasia em Husserl” – Alice Serra (UFOP e FAFICH/UFMG)

“A concepção husserliana da arte e o problema da imaginação” – José Luis Furtado

A fantasia dos antigos e dos modernos (sala 2)

“A fantasia e as musas na formação da literatura grega” – Izis Dellatre Tomass (UFPR)

Phantasía e desejo em Aristóteles” – Viviane Gramigna (FAE)

“Fantasia e criação de liames civis: o diagnóstico crítico de Giambattista Vico ante a iminência da ‘barbárie da reflexão’” – Fran de Oliveira Alavina (UFOP)

“Alegoria fantástica do universo simbólico em Leibniz” – Maria Célia Pereira Oliveira (UFPA)

Fantasia e verdade na cultura literária (sala 3)

“Fantasiar o outro para encontrar o próprio. A inteligibilidade utópica” – Luís Andrade (Universidade Nova de Lisboa)

“A crítica às ‘metafísicas do vento’, na sermonística de Antonio Vieira” – Ana Lúcia de Oliveira (UERJ-CNPq)

Tutaméia, verdades de modo grande” – João Batista Santiago Sobrinho (CEFET-MG)

“A utopia da cultura literária no pensamento de Richard Rorty” – Luciana Molina Queiroz (FAFICH/UFMG)

 

16:30 às 18:30 – Imaginação e composição (sala 1)

“O surrealismo segundo a Escola de Frankfurt e o existencialismo francês: a potência crítica da fantasia” – Silvana Ramos (USP)

“As variações imaginativas das formas da subjetividade em Paul Ricoeur” – João Batista Botton (FAFICH/UFMG)

“Gianni Vattimo: experiência estética como crítica à violência metafísica” – Cláudia Dalla Rosa Soares (UERJ)

Hamlet ou Matrix? O futuro da fantasia frente à revolução do virtual” – Cristiano Otaviano (UFVJM e UFJF)

 

Entre arte e teoria (sala 2)

“A fantasia dos observadores, a janela e o pintor: diálogos da modernidade” – Jorge Benedito de Freitas Teodoro (UFOP)

“A palavra pintada: a arte sob regência da teoria” – Guilherme Foscolo de Moura Gomes (UERJ)

“A tecelã e seu fio criador: um atelier e os desafios a seu redor” – Edla Eggert (Unisinos)

“Notas sobre os limites da fantasia” – Guilherme Paoliello (UFOP)

 

Outra razão: a literatura fantástica (sala3)

“Sobre a loucura maravilhosa” – Ana Carla Vieira Bellon (UFPR)

“Vestígios de discursos Outros na constituição do discurso fantástico de La mort amoureuse (1836), de Théophile Gautier – William Vieira de Souza (UFRJ)

“O fantástico como categoria modal de contar” – Ana Luiza de Brito Drummond (UFOP)

“Aproximações ao núcleo do horror crítico-fantástico no universo borgiano de Tlön” – Breno Anderson Souza de Miranda (Letras/UFMG)

 

19:30 às 20:30 – “A fábula como ficção filosófica em Vilém Flusser: o caso

Vampirotheuthis InfernalisRodrigo Duarte (FAFICH/UFMG)

 

15 DE MAIO

Auditório do Museu da Inconfidência

9:30 às 12:00 – On Marcuse:

“Craving for Society. The concrete character of Marcuse’s Utopian concept” – Peter-Erwin Jansen (University of Applied Sciences, Koblenz / Marcuse-Archiv, Frankfurt)

“Marcuse’s Phenomenology” – Andrew Feenberg (Simon Frazer University

13:30 às 16:00 – Fantasia e Teoria Crítica:

“Concepto y fantasia. Sobre la relacion de signo e imagen en la Teoria Crítica” – Stefan Gandler (UAQ e UNAM)

“Fantasia como história dos desejos desejados” – Vladimir Safatle (USP)

“Fantasm and resistance to criticism” Marcus Coelen (Ludwig-Maximilians Universität, Muenchen)

16:30 às 18:30 – Utopia e Realidade

“Against Catastrophe: Historical Negativity, Eros, and Revolution in Adorno, Marcuse, and Bloch” – Javier Sethness-Castro

“Fantasia e Utopia em Marcuse” – Robespierre de Oliveira (UEM)

“Estética, tecnologia e utopia” – Emerson Pessoa Ferreira e Irlan Von Linsingen (UFSC)

“A estética do capital fictício” – Luciano N. Figueiredo (UFOP)

 

19:30 às 20:30 – De Marx a Adorno: Materialismo, crítica e utopia”

Wolfgang Leo-Maar (UFSCAR)

 

 

 

 

16 DE MAIO

Instituto de Filosofia, Artes e Cultura

 

9:30 às 12:00 – A narrativa posta em cena por Benjamin (sala 1)

“Benjamin, Bioy Casares, Klein: o homem na era de sua reprodutibilidade técnica” – Nicolas Germano Lemos Liotto (UFPR)

“A crítica como possibilidade de criação” – Rizzia Soares Rocha (FAFICH/UFMG)

“Mário de Andrade: um narrador benjaminiano da modernidade?” – Rafael Azzi (PUC-Rio)

“A dialética do sonho e do despertar histórico: fantasia e crítica nas Passagens de Paris” – Alexia Cruz Bretas (Unicamp)

Da crítica ao fantasma (sala 2)

“O simulacro como potência fantasma” – Leandro Lélis (UFMG)

“Por uma filosofia da dinamite: a propósito do rosto da divindade e de sua possível implosão, segundo Deleuze e Guattari” – Henrique Rocha de Souza Lima (UFOP)

“Pequeno ensaio se estética e cosmeto-teologia” – Cintia Vieira (UFOP)

“Fantasia e o detrimento da crítica” – Bruno Curcino Hanke (Faculdade Pitágoras)

Fantasia, crítica e psicanálise (sala 3)

“Freud e Flusser” – Claudio Campos (UFOP)

“Freud fantasia?” – Jean Dyego Soares (PUC-Rio)

“Aspectos éticos e estéticos da fantasia em Freud” – Guilherme Massara (FAFICH/UFMG)

“Os sonhos de Adorno” – Douglas Garcia (UFOP)

 

13:30 às 15:30 – Fantasia na era da racionalidade instrumental (sala 1)

“O desafio da estética para a filosofia: Adorno na contramão da petrificação das ciências sociais” – Déborah Antunes (UFSCAR)

“Possibilidades críticas à razão instrumental e mundo administrado, a partir do conceito de fantasia de Adorno” – Marco Antônio Poubel Ministério Filho (FAFICH/UFMG)

“Uma quase fantasia: T. W. Adorno e a música entre imaginação e ideologia – Ari Fernando Maia e Jéssica Raquel Rodeguero Stefanuto (UNESP)

“Indústria cultural e sociedade do espetáculo: a produção da fantasia e da memória na esfera pública” – Robson Loureiro (UFES)

 

A força crítica da ficção (sala 2)

“Foucault reconta a história” – Guaracy Araújo (PUC-MG)

“Lembretes desmoralizantes, traços latentes de uma vida coletiva” – Flávia Santos de Oliveira (PUC-Rio)

“A realidade da ficção” – Eduardo Pellejero (UFRN)

“Rancière: a política das imagens” – Pedro Hussak van Velthe Ramos (UFRuralRJ)

 

Mídia, crítica e fantasia (sala 3)

“A phantasía e a poiesis como superação do mero entretenimento e da mera diversão – da Escola de Frankfurt à paralaxe do Real” – Gustavo Henrique Ferreira (UFU)

“A mídia, o som e a imaginação” – Luíza Spínola Amaral (Faculdade Projeção DF)

“O cinema e a noção de fantasia em Dietmar Kamper e Peter Sloterdijk” – Gustavo de Castro e Silva, Ciro Inácio Marcondes e André Costa Gonçalves (UnB)

A chegada do diabo na terra do big-brother” – Kênia Brandt (CEFET-MG)

 

16:00 às 18:00 – Subjetividade x reificação visual (sala 1)

“Em busca do significado de lúdico, a partir do pensamento de Herbert Marcuse” – Vivian Batista Gombi (UEM)

“A magia, a fantasia e a imaginação como possibilidade de uma redefinição do conceito moderno de liberdade” – Juliana de Souza (USC-SP)

Performance Principle e Performance Art: Marcuse e a normatividade do sensível” – Sílvio Ricardo Gomes Carneiro (USP)

“Fantasia e crítica no fetichismo” – Marilia Mello Pisani (Universidade São Judas Tadeu e Instituto Presbiteriano Mackenzie)

Experiência estética e percepção da arte (sala 2)

“Pode a ciência explicar a arte? Considerações sobre a origem e as perspectivas abertas pela neuroestética” – Cecília de Souza Neves (UFU)

“Os limites da crítica na arte contemporânea segundo Arthur Danto” – Tiago Neves (UFOP)

“Considerações sobre três definições essencialistas da arte” – Mariana Lima Muniz (EBA/UFMG) e Abílio Rodrigues Filho (FAFICH/UFMG)

“Arte e autonomia: diálogo com Niklas Luhmann” – Pedro Dolabela Chagas (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia)

 

Logos, eikón e a potência crítica do corpo (sala 3)

“Se no início era o verbo, o que nos espera no final?” – Thiago Reis (UFOP)

“A abertura de Vênus” – Raísa Inocêncio (UFRJ)

“Escrita travesti” – Ana Chiara (UERJ)

“Ratos e urubus, larguem a minha fantasia ou cross-dressing: fantasia de gênero, fantasia de classe, fantasia de raça” – Hilan Bensuan (UnB)

 

19:00 às 20:00 – Últimas palavras

“Por trás da fantasia nada há para se ver” – Bruno Guimarães (UFOP)

“Gracias” Imaculada Kangussu (UFOP)

 

LAST_UPDATED2
 
Fantasia e Crítica PDF Imprimir E-mail
Escrito por claudineia   
Ter, 07 de Fevereiro de 2012 07:35

 

CONGRESSO INTERNACIONAL FANTASIA & CRÍTICA

14 a 16 de maio de 2012

Universidade Federal de Ouro Preto

 

 

O objetivo do encontro é apresentar o enlace entre FANTASIA E CRÍTICA, visando salientar o teor destas nas formas de organização da realidade, na invenção do que foi chamado de “paradigmas” e também de “formas da objetividade”, e que são determinantes para o estabelecimento de uma visão de mundo. Desejamos promover uma reflexão crítica a respeito da potência da fantasia na criação das coordenadas simbólicas que organizam o assim chamado “mundo real”, dada sua importância fundamental nas formas de se organizar os dados percebidos e, mais ainda, no próprio modo de percebê-los. Ela integra a força cognitiva que orienta as produções vitais, habita a razão tanto quanto a sensibilidade e o “pano de fundo” do encontro. Se a referência aos paradigmas remete à Estrutura das revoluções científicas, de Thomas Kuhn, a metáfora do “pano de fundo” foi criada por Donald Davidson a partir da ideia segundo a qual todo pensamento é identificado por seu lugar em um padrão de convicções que o apóiam e lhe dão sentido. Nesse caso, é importante perceber o processo de conhecimento criticamente: não apenas como uma tentativa de adequação entre pensamento e coisa (res adequatio) e sim como uma relação triádica entre ambos colocados em um determinado – e determinante – “cenário”. Depois de sabermos que, tanto da perspectiva da ciência (Einstein) quanto da linguagem (Saussure), o ponto de vista do observador interfere na determinação do objeto, e, depois de Freud, que o ponto de vista nunca é totalmente objetivo, que a própria subjetividade escapa ao sujeito, a epistemologia tradicional fundada na cisão entre sujeito e objeto precisa considerar um terceiro termo, qual seja, a situação do trânsito entre ambos, historicamente sedimentados. Esse movimento revela a fundamental importância da dimensão estética nos padrões comportamentais que dirigem nossas vidas.

English version (Leia Mais)

LAST_UPDATED2
Leia mais...
 
Professor lança livro "Estilo e verdade em Jacques Lacan" PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Qui, 22 de Março de 2012 10:57

“Se Freud trouxe outra coisa ao conhecimento do homem senão essa verdade de que existe o verdadeiro, não há descoberta freudiana.” É sob esse prisma que Jacques Lacan (1901-1981) efetua sua releitura de Freud. A descoberta do inconsciente concerne não apenas à história do desejo e da subjetividade, mas também à natureza e aos contornos da verdade. Nas mãos de Lacan, a verdade funciona como uma espécie de conceito-limite entre a clínica e a filosofia. A verdade é o ponto de partida de uma análise; mas, ao mesmo tempo, não é possível pensá-la sem recorrer a um intrincado campo de forças conceitual em que se entrecruzam diversos discursos, como a filosofia, a lógica, a linguística, a literatura. Lacan atravessa esses campos sem pedir licença, com rapidez e desenvoltura tais que muitas vezes levantou suspeitas. Foi tachado de obscuro, impostor, por uns; de profeta, mestre, mago, por outros.

LAST_UPDATED2
Leia mais...
 

Novidades

Usuários on-line

Nós temos 5 visitantes online